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12 Junho 2009
Guillermo Heras no FITEI para apresentar Iberescena
Gestor do projecto Iberescena, Guillermo Heras veio a Portugal a convite do 32º FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica apresentar este programa de fomento às artes cénicas, que em breve poderá integrar Portugal e Brasil.
O programa Iberescena nasceu em 2006, depois de uma tentativa falhada por questões burocráticas, em 2002. Foi em Montevideu, no Uruguai, que oito países assinaram a carta que fundou o projecto. Agora são 11 os países que fazem parte da Iberescena: Argentina, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Perú, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.
Para se ser admitido no projecto é necessário pagar uma cota de 75 mil dólares. Esse valor é investido por uma entidade estatal de cada país, seja o Ministério da Cultura ou o Ministério do Exterior. O país passa, então, a ter uma estrutura própria, “pois este é um programa de âmbito federalista”, explicou Heras. Deste dinheiro apenas 15 por cento ficam para a estrutura, o restante é para os artistas.
O programa funciona como uma fundação. “É um fundo económico, um programa de fomento, de intercâmbio e integração das artes cénicas, não é apenas um programa económico”, salientou. Procura-se aqui “encontrar o diálogo e o entendimento, porque actualmente o teatro ibérico não se valoriza a si próprio”. Guillermo Heras acredita que na maior parte dos países ibero-americanos há criadores com uma “potencialidade impressionante”. “O problema é que somos ilhas. A América Latina é uma mina de grandes criadores com muita imaginação que não devem nada aos modelos europeus”, disse.
Com o Iberescena pretende-se fazer “uma gestão ética e estética”, bem como revelar valores e dar a conhecer criadores. Ao mesmo tempo, quer também pôr esses artistas nos mercados dos grandes festivais. Por outro lado, pretende contribuir para dignificar a profissão, pois há muitos países em que as profissões ligadas às artes do espectáculo não são valorizadas.
Existem quatro tipos de apoio a criadores e instituições e todos os projectos que se aprovam recebem imediatamente 70 ou 50 por cento do total a atribuir.
O primeiro é o apoio à co-produção de teatro e dança ibero-americana. Nesta área, pelo menos dois países têm de pertencer à Iberescena. “Não sendo uma co-produção económica, promove-se aqui a integração de elementos de dois núcleos criativos, tanto de artistas, como técnicos ou gestores”, esclareceu Heras. O máximo que cada projecto pode receber é 40 mil dólares. Este apoio é compatível com qualquer outro.
Festivais e espaços são também apoiados. “O apoio é dado directamente a quem programa os festivais”, existindo uma política de equilíbrio entre os grandes festivais e os pequenos. Aqui o apoio tem igualmente o valor de 40 mil dólares.
O aperfeiçoamento profissional é outra área contemplada, mas apenas é apoiada e formação a nível de produção e gestão. Atribui-se individualmente para os membros dos países da Iberescena e pode fazer-se em qualquer lugar do mundo. O valor do apoio é de 8 mil dólares.
Por último, mas não menos importante, Heras refere o apoio dado à criação dramatúrgica e coreográfica, que “pode ser atribuído tanto a textos escritos como a guiões coreográficos, nas áreas do teatro, da dança ou do novo circo”. Guillermo Heras considera que deste modo se reconhece o coreógrafo como autor. O apoio varia entre os 6 mil e os 8 mil dólares.
O programa Iberescena nasceu em 2006, depois de uma tentativa falhada por questões burocráticas, em 2002. Foi em Montevideu, no Uruguai, que oito países assinaram a carta que fundou o projecto. Agora são 11 os países que fazem parte da Iberescena: Argentina, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Perú, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.
Para se ser admitido no projecto é necessário pagar uma cota de 75 mil dólares. Esse valor é investido por uma entidade estatal de cada país, seja o Ministério da Cultura ou o Ministério do Exterior. O país passa, então, a ter uma estrutura própria, “pois este é um programa de âmbito federalista”, explicou Heras. Deste dinheiro apenas 15 por cento ficam para a estrutura, o restante é para os artistas.
O programa funciona como uma fundação. “É um fundo económico, um programa de fomento, de intercâmbio e integração das artes cénicas, não é apenas um programa económico”, salientou. Procura-se aqui “encontrar o diálogo e o entendimento, porque actualmente o teatro ibérico não se valoriza a si próprio”. Guillermo Heras acredita que na maior parte dos países ibero-americanos há criadores com uma “potencialidade impressionante”. “O problema é que somos ilhas. A América Latina é uma mina de grandes criadores com muita imaginação que não devem nada aos modelos europeus”, disse.
Com o Iberescena pretende-se fazer “uma gestão ética e estética”, bem como revelar valores e dar a conhecer criadores. Ao mesmo tempo, quer também pôr esses artistas nos mercados dos grandes festivais. Por outro lado, pretende contribuir para dignificar a profissão, pois há muitos países em que as profissões ligadas às artes do espectáculo não são valorizadas.
Existem quatro tipos de apoio a criadores e instituições e todos os projectos que se aprovam recebem imediatamente 70 ou 50 por cento do total a atribuir.
O primeiro é o apoio à co-produção de teatro e dança ibero-americana. Nesta área, pelo menos dois países têm de pertencer à Iberescena. “Não sendo uma co-produção económica, promove-se aqui a integração de elementos de dois núcleos criativos, tanto de artistas, como técnicos ou gestores”, esclareceu Heras. O máximo que cada projecto pode receber é 40 mil dólares. Este apoio é compatível com qualquer outro.
Festivais e espaços são também apoiados. “O apoio é dado directamente a quem programa os festivais”, existindo uma política de equilíbrio entre os grandes festivais e os pequenos. Aqui o apoio tem igualmente o valor de 40 mil dólares.
O aperfeiçoamento profissional é outra área contemplada, mas apenas é apoiada e formação a nível de produção e gestão. Atribui-se individualmente para os membros dos países da Iberescena e pode fazer-se em qualquer lugar do mundo. O valor do apoio é de 8 mil dólares.
Por último, mas não menos importante, Heras refere o apoio dado à criação dramatúrgica e coreográfica, que “pode ser atribuído tanto a textos escritos como a guiões coreográficos, nas áreas do teatro, da dança ou do novo circo”. Guillermo Heras considera que deste modo se reconhece o coreógrafo como autor. O apoio varia entre os 6 mil e os 8 mil dólares.

