O Meu Primeiro FITEI

Olá, este é provavelmente o teu primeiro FITEI. Se não é o primeiro deve ser um dos primeiros. Se já estiveste em muitos, convidamos-te a olhar para as obras com o olhar da primeira vez, não com pouco sentido crítico, mas com renovada sensibilidade.

A segunda edição de O Meu Primeiro FITEI, é marcada pelo regresso às salas de teatro sem restrições de lotação. Num festival cujos princípios norteadores são a acessibilidade e o alcance democrático das obras, este fator ganha especial relevância. Nesta edição conseguimos atingir o número total de 7 obras: espetáculos para todos, que desafiam a infância, a juventude e as famílias a encontrarem-se com o teatro. A Caminhada dos Elefantes; Matrioska; Os Figos são para quem passa; O Design Inteligente da Jenny Chow; Porta; Olo: um solo sobre um solo; Bailado para Facas, Talheres, Motoserras e Fantasmas, são propostas multifacetadas, que permitem olhar o mundo com delicadeza e incansável regeneração. São espectáculos belos, no que se vê e no que se ouve, com conteúdos exigentes, para todas as idades, capazes de nos transformar, ajudando-nos a crescer, com amor, horror e humor, dando importância à beleza e à arte.

Este ano, além de mantermos a parceria com o Teatro Helena Sá e Costa, desenvolvemos em conjunto com o Coliseu do Porto uma profícua parceria. É neste contexto, de renovadas energias, que receberemos colegas de 9 países da Europa para o kick off artístico e para a primeira reunião presencial do grupo de mediadores teatrais, do projecto da Europa Criativa, ConnectUp, a que o FITEI pertence, e que após quase dois anos de incertezas, arranca presencialmente no Porto. Esta rede europeia promove a acessibilidade e a mediação teatral, trabalhando para que mais espectadores, na faixa etária de maiores de 12, em situações de exclusão ou dificuldades de integração, possam disfrutar de obras teatrais.

Serão dias de festa e encontro, animados pela ideia de que desfrutar de um objeto artístico não passa só por entendê-lo, mas sim por tentar descodificar alguns dos caminhos que ele nos abre, e decidir ou não os percorrer. O espaço do teatro deve ser de absoluta liberdade e autonomia, numa implicação profunda do artista com o espectador. Os artistas estão à vossa espera para que a agitação do corpo e da mente comece!

Gonçalo Amorim